Rali de Monte Carlo 2014

Tiu-riu-riu-tiu-tiu (telemóvel a tocar). Atendi.

  • Toue? Quem é?
  • Ç’est moi, Stephanie?
  • Stephanie? Que Stephanie?
  • Moi, Stephanie, du Mónaco!!!
  • Ah, tá benhe, num taba a cuntare cum o teu tufunema! Tás benhe?
  • Oui, trés bien. Tu vien ici a Monte Carlo pour le rali?
  • Num seie onde botei os carros, carago. Mas bou bere. Gostaba de ire e bere-te!!!
  • Je t’attende! Au revoir!!!

E assim, começou uma grande empreitada para preparar o meu regresso aos ralis. Tive que procurar os carros. Mal sabia onde os meti. Já lá vai quase um ano desde a última vez que os usei. Encontrei-os. Num estado lastimável. Eixos secos, pneus ressequidos, palhetas com verdete, motores bloqueados a deitar fumo, carroçarias amareladas e sujas de pó. Isto vai doer, pensei. Meti-me ao trabalho, muito trabalho. Tentei selecionar os modelos o melhor que pude, em função do material que encontrei. O pior ainda foi encontrar pneus adequados. Acabei por montar alguns MSC e PKS e Ninco, sim, Ninco, para desenrascar. No Sábado, lá fui carregado de caixas, com os meus carros para correr e para emprestar a uns amigos. O Slot Clube do Porto estava cheio, como nunca vi. Os concorrentes acotovelavam-se para as inscrições, e para entrega dos carros no Parque Fechado. A zona das pistas, três PEC, estava cheia de concorrentes e convidados a apreciarem o traçado, o relevo e a decoração- Alguns concorrentes, “tiravam” notas” memorizando o traçado. O Parque Fechado enchia a olhos vistos. Pensava cá para mim, a que horas é que o rali ia acabar… Foi dado o início do Rali de Monte Carlo SCP 2014. As PEC 1, 2 e 3 foram abertas, respetivamente, pelo piloto de ralis Joaquim Bernardes, Campeão Nacional da classe 2 litros e pelos navegadores Pinto de Almeida e Joaquim Duarte. Como convidado mas também como participante, esteve o Marco Macedo, navegador de ralis, que recentemente competiu no Europeu. Não há nada como ter especialistas por perto! Começou a competição com o novo Troféu Abarth S 2000 NSR, que o SCP lançou para 2014, como prova monomarca. Seguiu-se o Grupo N, o Grupo S 1600 e o Grupo A. Os troços estavam muito bem delineados, bastante interessantes de conduzir e com algumas armadilhas a requerer total concentração. Todos se esforçavam por retomar o ritmo neste regresso aos ralis. As afinações de punho eram a maior dor de cabeça. A primeira etapa terminou com José Guilherme à frente no Troféu Abarth S 2000, Filipe Morais a dominar o Grupo N, Luís Faria liderava os S 1600 e o Grupo A, antevendo um grande resultado global. Para a segunda etapa, dado o adiantado da hora, houve que proceder a cortes, (até aqui no Slot há cortes), para não colocar em risco a hora de chegada a casa e a consequente licença para ausência da próxima vez.

Pódio Troféu ABARTH S2000

Pódio Troféu ABARTH S2000

O rali terminou com a vitória do Luís Faria no Troféu Abarth S 2000, seguido por José Guilherme e Rui Queirós.

Pódio de Grupo N

No Grupo N, a vitória coube a Filipe Morais, seguido de José Guilherme e de Miguel Silva.

Pódio de Grupo N

 

Pódio S1600

Pódio S1600

Nos S 1600, Luís Faria voltou a ganhar, desta vez seguido por José Carlos Cidrais e Rui Queirós.

Pódio Grupo A

No Grupo A, mais uma vez a vitória foi de Luís Faria, cabendo os restantes lugares do pódio a Miguel Silva e Jorge Albuquerque, respetivamente.

Pódio Grupo A

Até tínhamos um troço para desenferrujar o dedo…e onde podíamos constatar se os fios do motor estavam no ponto. Quem se divertiu com este pequeno troço, foram as inúmeras crianças que também nos vieram visitar e experimentar esta variante do slot. Num balanço geral, foi uma prova muito participada, com bastantes convidados e antigos slotistas que vieram dar o seu apoio e prometeram alinhar para a próxima. E assim terminou a minha participação no Rali de Monte Carlo. Ah, já me esquecia, carago!!! Num bi a Stephanie!!! Antes de sair do principado a minha objetiva ainda captou este momento inesquecível…

por: José Guilherme

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